Mais de 50 jovens se revesaram em Fontem de setembro de 2000 até hoje. Ao lado de jovens europeus, impressionou a presença de muitos jovens de países africanos, asiáticos e das Américas. Tal fato tem certamente modificado e enriquecido o Projeto Africa enquanto ação de fraternidade, dando ao Projeto um respiro mundial. Algumas experiências de jovens presentes em Fontem nos últimos 12 meses.
Ric da Tanzania - eletricista: “Fontem não é aquilo que você imagina. Fontem é um lugar muito especial, e, como diz Chiara, onde as pessoas aprendem verdadeiramente a amar. Quando alguém vem para Fontem deve estar preparado para três coisas: a amar a todos, estar disposto a morrer pelo outro e a abraçar Jesus Abandonado, imediatamente, logo e com alegria. Dessa forma, quem vem para Fontem já coloca em prática a própria profissão que é muito útil por aqui”.
Sofia da Argentina, médica: “Em virtude da necessidade, em Fontem precisei trabalhar como enfermeira, ou melhor como enfermeira padrão, fato este que, inicialmente, foi bastante empenhativo e cansativo para mim, porque me parecia estar perdendo tempo ou ocupando o lugar que poderia ser de outra pessoa. Porém iniciei o trabalho com amor, a saudar os pacientes, a preparar os leitos, oferecer os medicamentos corretos atentamente... Foi uma experiência maravilhosa porque, deste modo, pude entrar no mundo das enfermeiras, tão diferente do meu como médica. Esta experiência me fez crescer na humildade, porque nós médicos, muitas vezes, pensamos que sabemos tudo e não nos agrada muito o trabalho dos outros”.
Davide da Itália, mecânico de carros: “Estava convicto que iria trabalhar somente como mecânico de carro, mas um dia, me chamaram para trabalhar no hospital para, consertar uma máquina esterilizadora no centro cirúrgico. Fiquei apreensivo pois se não conseguisse arrumar a máquina, quem sabe o que as pessoas iriam dizer de mim. Enfim, tentei e até agora a máquina funciona muito bem. A partir daquele dia entendi que devo estar sempre disposto a trabalhar em tudo o que se refere à mecãnica, e ocasiões para isso não faltaram.”
Maria Valeria da Argentina, técnica em radiologia: “Cheguei em Fontem porque sinto muito forte a responsabilidade de levar avante o Projeto África e de colocar a minha profissão a serviço dos outros. Trago no coração a vontade de construir a fraternidade universal, não somente no hospital, mas com as gen e com todos. Aprendi muito. Etendi claramente que nós é que devemos nos adaptar à cultura de Fontem e não eles a nossa. Não trabalhei somente como radiologista mas também como enfermeira, preparando os leitos, inalações e infusões.”
Ulrich Craffonara topógrafa do Alto Adige (Itália) Permaneceu por 6 meses em Fontem trabalhando no levantamento topográfico do relevo e das construções. Contribuiu no estudo, já em andamento, para a renovação da central hidrelétrica e acompanhou os trabalhos de construçao de uma campo esportivo no colégio. Retornou feliz por ter vivido esta bela experiência. Há dois anos, alguns médicos e paramédicos da Emilia Romagna (Itália) permaneceram em Fontem por cerca de um mês e trabalharam no hospital integrando e auxiliando os funcionários do hospital. Também para eles não foi somente uma experiência de colaboração operacional, mas um enriquecimento reciproco, que continua na Itália, difundindo o nome e o Projeto de Fontem nas suas cidades e contribuindo para a aqusição de materiais e utensilios úteis ao hospital. Em 2006 recordamos também duas pessoas: Monica Biglietto enfermeira de Roma (Itália) que esteve em Fontem por 4 meses e Mario Vismara carpinteiro de Varese que levou novamente a sua experiência e competência profissional para o Centro de Formação de carpinteiros.